Queria escrever algo bonito
que alcançasse o infinito
mas me falta o lirismo. 

Queria escrever algo político
que soasse crítico
mas me falta o cinismo. 

Queria escrever algo sonoro
do tipo "te adoro teodoro"
mas me falta o ritmo.

Só me resta mesmo
o não dito e o não escrito.

O silêncio dos poetas esquecidos.

A voz pungente do que é sentido
e que faz sentido.

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