Sobre o etéreo e o eterno
Apresento-me: nua e crua
Despida de posses e proezas
Apenas coração e carne viva
Veja-me
Através da pele
(que reveste os ossos)
Por entre o sangue
(que corre nas veias)
Ou mais além...
No espaço etéreo
(que guarda o eterno)
Retina
(que lapida a face)
Buraco da fechadura?
Espelho teu
Poeira cósmica
Nu e cru
Assim como eu.
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