Aos que ficaram em versos
Fiquei impactada com a morte de um poeta
Ele se foi cedo
Todos vão
Estou com medo de morrer
Sinto uma angústia de vida pulsando no peito
Que quer sair
Mas não sai
Às vezes acho que já entendi a vida
E que, mesmo assim, não consigo vivencia-la
Gosto de tomar café sozinha
Gosto de observar a fumaça
Do café e da vida
Já estou ficando repetitiva e nem se passou a metade
Eu acho
O garçom me trouxe um pão de queijo de presente
Para não ficar sozinho(a)- ele disse.
Sorriu simpático
E apontou para o café
Ainda não entendi em qual gênero residia a solidão
Ele está certo de qualquer forma
Eu não faço companhia ao café
Estou demasiado distante
Tampouco ele me faz companhia
Embora entre goela abaixo e faça morada em meu estômago
[E quantas vezes isso acontece!]
Perdão café por te trair hoje
Ele faz sinal de positivo pra mim
Gostou?
Gostei - sorri
Obrigada!
Devo parecer triste
E de fato estou
Às vezes acho que já entendi a vida
E que, mesmo assim, não consigo apreciá-la
Tenho um otimismo de nascença
Manoel de Barros e seus vagalumes me habitam
Acho a vida bonita
Mas às vezes essa melancolia me invade
Quando um poeta se vai
Ou quando o café acaba na manhã de domingo
Parece que não era a hora de acabar
Às vezes acho que já entendi a vida
Mas devo estar enganada
Não o conhecia de fato
Algumas frases trocadas em um bar em Botafogo
Eu recém chegada nesse mundo de sal, sol e montanhas
[Montanhas tantas, tantas montanhas!]
Aquele olhar de quem carregava o mundo lá dentro
Não esqueci
Lendo agora seus versos
Eu entendo
Mas não entendo a vida
Lendo agora seus versos
Eu dispenso o entendimento
O garçom sorri
Bom domingo!
Obrigada!
Eu sorrio de volta
Vá em paz
Fique em versos
Ele se foi cedo
Todos vão
Estou com medo de morrer
Sinto uma angústia de vida pulsando no peito
Que quer sair
Mas não sai
Às vezes acho que já entendi a vida
E que, mesmo assim, não consigo vivencia-la
Gosto de tomar café sozinha
Gosto de observar a fumaça
Do café e da vida
Já estou ficando repetitiva e nem se passou a metade
Eu acho
O garçom me trouxe um pão de queijo de presente
Para não ficar sozinho(a)- ele disse.
Sorriu simpático
E apontou para o café
Ainda não entendi em qual gênero residia a solidão
Ele está certo de qualquer forma
Eu não faço companhia ao café
Estou demasiado distante
Tampouco ele me faz companhia
Embora entre goela abaixo e faça morada em meu estômago
[E quantas vezes isso acontece!]
Perdão café por te trair hoje
Ele faz sinal de positivo pra mim
Gostou?
Gostei - sorri
Obrigada!
Devo parecer triste
E de fato estou
Às vezes acho que já entendi a vida
E que, mesmo assim, não consigo apreciá-la
Tenho um otimismo de nascença
Manoel de Barros e seus vagalumes me habitam
Acho a vida bonita
Mas às vezes essa melancolia me invade
Quando um poeta se vai
Ou quando o café acaba na manhã de domingo
Parece que não era a hora de acabar
Às vezes acho que já entendi a vida
Mas devo estar enganada
Não o conhecia de fato
Algumas frases trocadas em um bar em Botafogo
Eu recém chegada nesse mundo de sal, sol e montanhas
[Montanhas tantas, tantas montanhas!]
Aquele olhar de quem carregava o mundo lá dentro
Não esqueci
Lendo agora seus versos
Eu entendo
Mas não entendo a vida
Lendo agora seus versos
Eu dispenso o entendimento
O garçom sorri
Bom domingo!
Obrigada!
Eu sorrio de volta
Vá em paz
Fique em versos
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